Jogando no estádio Aldo Dapuzzo, com o campo encharcado, Brasil leva gol do São Paulo/RG aos 44 do segundo tempo e perde a primeira na Segundona GaúchaA invencibilidade do Brasil na Segundona Gaúcha literalmente foi por água abaixo. Depois de quatro vitórias consecutivas e um empate no clássico BRA-FAR, o Xavante perdeu a primeira partida na competição estadual enfrentando o São Paulo, na noite desta quarta-feira, no estádio Aldo Dapuzzo, em Rio Grande. Tendo que encarar um campo totalmente alagado, o time da Baixada até chegou a ser superior ao Leão no início do jogo, mas um gol no apagar das luzes acabou dando os três pontos aos donos da casa.
Mesmo com a derrota, o rubro-negro segue líder da Chave 1 da divisão de acesso do Campeonato Gaúcho. Mantendo os 13 pontos, o Brasil ainda tem dois de vantagem para o Rio Grande, que venceu o Guarany/BG e ocupa a segunda colocação.
No próximo domingo, o Xavante vai até Santana do Livramento, abrir o returno desta primeira fase contra o 14 de Julho. O clube da fronteira, aliás, tem um jogo a menos que os demais e pode empatar com o Brasil na ponta da tabela, se vencer o Bagé, nesta quinta-feira. Por isso, o duelo no estádio João Martins, marcado para as 16h, pode se tornar uma disputa direta pela liderança.
O JOGO
A partida começou com as equipes estudando. Mas não estudando uma a outra, e, sim, um jeito de jogar futebol num campo tão encharcado, como estava o do estádio Aldo Dapuzzo. O gramado do São Paulo não resistiu às fortes chuvas, que caíram durante quase toda à tarde, e ficou simplesmente impraticável para a disputa do clássico regional.
Nos primeiro minutos, por exemplo, quem mais apareceu na partida foram as poças d’água, que estavam por todos os cantos, driblando os jogadores, parando as jogadas de ataque e, dessa maneira, se transformando nas protagonistas do confronto.
Mesmo no meio de toda essa confusão, o time rubro-negro acabou achando espaço para jogar. Os comandados do técnico Hélio Vieira, que se adaptaram mais rapidamente ao piso enlameado, foram os primeiros a chegar com perigo.
Na marca dos dez minutos, Felipe Oliveira recebeu um lançamento no campo de ataque, viu o goleiro Henrique chegando para a dividida e tentou mandar direto para o gol. O camisa um do São Paulo, já sem mais recursos à disposição, meteu a mão na bola mesmo fora da área, e absurdamente o árbitro disse que não viu nada de irregular no lance e mandou o jogo seguir.
Aos 20 minutos o Xavante assustou através da bola parada. Cobrando uma falta da intermediária ofensiva, Galego mandou um canudo para cima do goleiro artista, que fez outra grande defesa, mas desta vez, pelo menos, embaixo da trave.Pouco tempo depois, o Brasil ainda conseguiu criar uma bela jogada no meio de toda aquela água. Moscatelli chegou com velocidade à linha de fundo, cruzou na segunda trave e Felipe Oliveira escorou para Flaviano, que cabeceou no contra pé do arqueiro rio-grandino e só não abriu o placar porque um defensor salvou em cima da linha.
Já no segundo tempo, após ter realizado três alterações por motivo de lesão, a equipe da Baixada continuou com a pegada forte, mas não conseguiu manter a mesma superioridade sobre o São Paulo. E os donos da casa, aos poucos, foram equilibrando a partida.
Mas o Leão não teve moleza. Sem conseguir passar pela defesa Xavante, onde Rodrigo e Ronan comandavam soberanos, o time da cidade Noiva do Mar resolveu arriscar com chutes de média distância. O que também não deu certo, porque aí apareceu ainda mais o goleiro Adilson, que já havia se destacado no primeiro tempo, interceptando todos os cruzamentos mandados para a área rubro-negra.
Mesmo com a bola molhada, arqueiro Xavante teve a melhor atuação dele nesta Segundona Gaúcha, com defesas muito firmes e seguras. Ele só não conseguiu impedir um cruzamento pela direita, que Kesler desviou de cabeça e Rincon mandou para a rede, faltando apenas um minuto para estourar o tempo regulamentar da partida.
- Foi uma derrota injusta. Primeiro porque nós tivemos um lance crucial no início do jogo, em que o goleiro do São Paulo defendeu, com a mão, fora da área. Era um lance de falta e de expulsão, porque ele era o último homem, e isso poderia definir muita coisa ao nosso favor. E segundo, a forma que nós perdemos, com um gol no fim, foi uma forma acidental, porque a nossa equipe foi briosa, teve, no primeiro tempo, chances de definir a partida e a vitória só não aconteceu por detalhe – ponderou o técnico Hélio Vieira.
São Paulo 1 x 0 Brasil
Local: estádio Aldo Dapuzzo, em Rio Grande
Árbitro: Peterson Regert, José Airton Pletsch e Luis Euclides Castiglione
Cartões amarelos: Rodrigo Gaúcho (SP); Galego e Adilson (Bra)
Gol: Wagner Rincón (SP), aos 45min do segundo tempo.
São Paulo: Henrique Nichel; Caio Gomes, Neto, Rudi e Dudu Branco; Wagner Rincón, Rodrigo Gaúcho, Erick (Cristian Fabian) e Mazinho; Diego Batista (Kesler) e Tainã (Leonel). Técnico: André Luis
Brasil: Adilson; Jackson, Rodrigo, Ronan e Galego; Carlos Alberto (Wilson), Leandro Marangón (Júnior Carvalho), Cinval e Moscatelli; Felipe Oliveira (Jone) e Flaviano. Técnico: Hélio Vieira
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