Foi com um time ‘remendado’, cheio de improvisações, que o Brasil conquistou um bom resultado na noite desta quinta-feira, no duelo com o Rio Grande. Mesmo com seis desfalques – cinco por lesão, mais o zagueiro Rodrigo suspenso –, o rubro-negro foi superior no gramado irregular do estádio Arthur Lawson. O Xavante até levou um susto no início do jogo, mas acabou dominando o Vovô, e ainda buscou o empate no pênalti convertido por Moscatelli, que determinou o 1 a 1 no marcador final.
Com o ponto somado na cidade Noiva do Mar, o Brasil chegou a 14, subiu para a terceira colocação na Chave 1, e manteve a diferença de apenas um ponto para o líder, que agora é o próprio Rio Grande, que tem 15 pontos.
Neste domingo, após quatro rodadas longe do estádio Bento Freitas, o Brasil volta a jogar em casa. A partir das 15h30, a Baixada vai receber o clássico BRA-FAR, que pode, no caso de uma vitória vermelha e preta, recolocar o Xavante na ponta da tabela, e encaminhar a classificação à próxima fase do campeonato da segunda divisão do estado.
O JOGO
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| Letral esquerdo Galego com a bola: xavante vem com empate da Noiva do Mar |
O Brasil não deu a mínima importância para o fato de o jogo ser fora de casa, e desde o apito inicial foi para cima do Rio Grande. Armado num 4-5-1, com Flaviano na frente, o time da Baixada tomou conta do meio-campo e foi responsável pelas primeiras oportunidades de gol na partida.
Mesmo assim, foi o Vovô quem abriu o placar, e logo na primeira chegada ao ataque. Aos oito minutos, num lançamento que parecia despretensioso, o goleiro Luciano saiu da área para interceptar a bola, mas ela quicou num cocuruto, desviou de trajetória e complicou o camisa um. Foi aí que o atacante Osmar chegou junto, dividiu com o arqueiro Xavante, levou a melhor e saiu limpo do lance, sozinho em direção ao gol aberto. 1 a 0.
Com a desvantagem no marcador, o rubro-negro se mandou com tudo pra frente, e, consequentemente, deu mais espaço para o tricolor rio-grandino. Resultado: o confronto ficou mais aberto, e o Brasil passou a jogar ainda melhor.
Com o domínio na partida, a primeira chance do empate surgiu aos 27 minutos. Galego cobrou lateral nos pés de Moscatelli, que recebeu ao lado da grande área e emendou um gancho na segunda trave, para Flaviano. O atacante rubro-negro fez tudo certo, cabeceou para baixo, no cantinho, e, quando ia partir para a comemoração, viu o goleiro Fabiano se atirar na bola e fazer uma defesa simplesmente sensacional.
De qualquer forma, a jogada deu moral para o time Xavante, que passou a fazer uma blitz na defesa do Vovô, e conquistou a igualdade na marca dos 35. Foi quando Kleber encontrou um espaço na área tricolor, preparou o arremate e acabou sendo derrubado. Um pênalti claro, que Moscatelli converteu com um chute forte, no meio do gol, deixando tudo igual antes do intervalo.
Logo no início do segundo tempo, o meia-atacante Kleber levou uma pancada na coxa direita, caiu no gramado e pediu substituição. O técnico Hélio Vieira chamou Jone, colocou o jovem (e único) atacante à disposição para jogar, e voltou a formatar a equipe no 4-4-2, o esquema adotado desde o início da competição estadual.
A mudança do treinador quase se transformou em gol, aos 9 minutos. O próprio Jone recebeu um passe Cinval no bico da grande área, deu um tapa na frente e bateu cruzado, num chute que passou muito perto da meta adversária.
Aos 20 minutos, o Brasil teve outra chance de virar o jogo. João Emir lançou Cinval, que invadiu a área, chegou à linha de fundo e rolou para trás. O goleiro do Rio Grande ficou vendido na jogada, mas Moscatelli chegou meio segundo atrasado e não conseguiu concluir.
Enquanto isso o tricolor também atacava. Ou melhor, tentava atacar. Já que estava difícil encontrar uma brecha da defesa rubro-negra, segura nas saídas de Luciano, muito bem postada com Jr. Carvalho e Ronan, e super protegida por Carlos Alberto.
Desse jeito, e sem muito mais o que descrever, a partida foi se encaminhando para o empate. Desta vez, ao menos, o drama do gol nos últimos minutos não esteve nem perto de rondar o Brasil, que manteve o pique até o final, e voltou para casa com um ponto muito importante.
- Não veio a vitória, mas veio uma boa atuação, de um time que foi maduro, que saiu atrás num acidente de futebol e que manteve a serenidade. O Brasil jogou melhor, principalmente no primeiro tempo, conseguiu jogar e colocar a bola no chão, num gramado que é complicado de fazer isso. Então, fora de casa um empate é bem vindo, é mais um ponto que nós somamos, e vamos ver agora para o clássico se a gente consegue retomar o caminho das vitórias – disse o técnico Hélio Vieira, logo após a partida.
Ficha técnica - Segundona Gaúcha
Rio Grande 1 x 1 Brasil-PE
Local: Estádio Arthur Lawson
Arbitro: Adriano Sajonc, Paulo Ricardo Conceição e Rafael Alves
Cartões amarelos: Elizeu, Aguinaldo, Alison e Maiquel (RG); Leandro Marangón, Júnior Carvalho, Ronan e João Emir (Bra)
Gols: Osmar (RG); Moscatelli (Bra)
Rio Grande: Fabiano; Rogerinho, Elizeu, Aguinaldo e Max (Léo Nunes); Alisson, Maikel, Deivid e Juninho; Enzo e Osmar (Adãozinho). Técnico: Cyro Leães
Brasil: Adilson; Leandro Marangón, Júnior Carvalho, Ronan e Galego; Carlos Alberto, João Emir, Cinval (Wilson), Kleber (Jone) e Moscatelli; Flaviano. Técnico: Hélio Vieira
** Leonardo Crizel - Assessoria de Imprensa GE Brasil

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