Equipe rubro-negra bate o Farroupilha, acaba com a sequência de quatro jogos sem vitória, e ainda volta à liderança da Chave 1 na Segundona Gaúcha
Em apenas um jogo o Brasil espantou duas assombrações: a série de partidas sem vitórias, que já durava quatro rodadas, e o próprio o Fantasma do bairro Fragata, o Farroupilha, adversário na tarde deste domingo, no clássico BRA-FAR do estádio Bento Freitas. Com uma bela apresentação, o time Xavante bateu o tricolor por 2 a 0 – gols de Jone e Jackson, fez as pazes com a torcida rubro-negra e se reabilitou na Segundona Gaúcha.
Os três pontos conquistados diante do Farrapo recolocaram o clube da Baixada no topo da tabela de classificação da Chave 1, com 17 pontos, um a mais que o 14 de Julho, que não saiu de um empate com o Guarany/BG, e caiu para a terceira colocação.
Na semana que vem o Brasil faz um pequeno tour pela Rainha da Fronteira. Às 20h30 da próxima quarta-feira, o Xavante vai encarar o Bagé, no estádio da Pedra Moura; e, no domingo seguinte, vai ter que medir forças com o Guarany/BG, no estádio Estrela D’Alva.
O JOGO
A partida começou com certa cautela por parte das duas equipes, e a primeira chance clara de gol surgiu com quase dez minutos. Em cobrança de falta pela direita, João Emir levantou na segunda trave e Carlos Alberto, de cabeça, jogou muito perto do poste. No lance seguinte, Cinval infiltrou Felipe Oliveira, que invadiu a área, chutou cruzado e só não abriu o marcador porque o goleiro Diego fez uma grande defesa.
A resposta do Farroupilha aconteceu aos 15 minutos. Em um contra-ataque rápido, Bruno Morales deixou Juninho frente a frente com o goleiro Luciano, que saiu fechando o ângulo do atacante tricolor e fez uma defesa fantástica na hora do arremate adversário.
A essa altura o clássico já estava mais movimentado, e com o rubro-negro ainda mais em cima. Aos 23, Flaviano partiu pra jogada individual, alcançou a linha de fundo e cruzou na área. A bola passou por Diego, mas também passou do ponto para a conclusão de Felipe Oliveira, que chegou no lance sem ângulo para colocar na rede.
A pressão da equipe da casa prosseguiu pelo restante do primeiro tempo. Porém, estava difícil penetrar no ferrolho armado pelo time do Fragata, que na maioria das vezes se defendia com nove jogadores atrás da linha da bola, e o confronto da cidade acabou indo para o intervalo com o placar fechado.
Na segunda etapa, entretanto, o Brasil voltou fulminante, e resolveu a parada com apenas cinco minutos. O primeiro a marcar foi Jone. O jovem centroavante rubro-negro, que substituiu Carlos Alberto – contundido, aproveitou o cruzamento rasteiro de Flaviano, se antecipou ao goleiro Diego e tocou para o fundo da malha.
A jogada seguinte foi praticamente uma reprise. Novamente Flaviano cruzou pela direita, e, de novo, Jone desviou. A diferença, desta vez, foi que o camisa um do Farrapo conseguiu defender no primeiro arremate e Jackson precisou aparecer de trás para pegar o rebote e aumentar a vantagem do Brasil no clássico.
Depois disso, os comandados do técnico Hélio Vieira passaram a administrar a vitória, já sem toda aquela pressão que existia enquanto o jogo ainda estava empatado, mas com a mesma supremacia dentro das quatro linhas. Do outro lado, o Farroupilha não chegava muito ao ataque, até porque o setor defensivo do rubro-negro só dava oportunidades para os raros chutes de longa distância, que não chegaram a assustar, nem de longe.
- No primeiro tempo nós começamos muito bem, depois nos perdemos um pouco, até justificando as manifestações dos torcedores, já que o nosso time jogou mesmo abaixo daquilo que pode render. Mas, felizmente, no segundo tempo nós tivemos uma atuação diferente e conseguimos, logo no começo, marcar os dois gols da vitória. Depois disso o Farroupilha não nos incomodou mais e o resultado de 2 a 0 acabou sendo justo – analisou o treinador Xavante.
Leonardo Crizel - Assessoria de Imprensa GE Brasil
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