A ‘união rubro-negra’ foi maior que o União Frederiquense. Na noite deste sábado, no jogo mais importante do ano até agora, no confronto direto por uma vaga no quadrangular final da Segundona Gaúcha, o Brasil juntou todas as forças para superar o time Frederico Westphalen, e venceu a surpresa do campeonato sob a batuta do meia-atacante Athos. O camisa dez marcou os três gols da vitória por 3 a 1, levou o estádio Bento Freitas quase ao êxtase e deixou o Xavante dependendo apenas das próprias pernas para seguir na luta pelo acesso.
Pois, com os três pontos conquistados na Baixada, o Brasil chegou a dez, ultrapassou o Avenida e o próprio União na tabela, e, pela primeira vez neste pentagonal semifinal, chegou à zona de classificação, ocupando o segundo lugar da Chave 11, atrás apenas do xará de Farroupilha.
Na próxima quarta-feira o rubro-negro vai para mais uma batalha. No Estádio das Castanheiras, o Xavante vai encarar justamente o líder, e somente outra vitória garante matematicamente a vaga. Claro que, se o Avenida não vencer o São Paulo, em Santa Cruz, o Brasil pode até perder que segue na competição que leva à elite do futebol gaúcho.
O JOGO
Como qualquer confronto decisivo, o jogo começou com certo tom de nervosismo. Entretanto, apesar dos ânimos a flor da pele, o Brasil conseguiu chegar com perigo logo aos cinco minutos. Ítalo alçou a bola no meio da área, a defesa do União rebateu e Juba apareceu de trás batendo de primeira, para boa defesa do goleiro Rodrigo.
Do outro lado, o time de Frederico Westphalen tentava responder com chutes de média e longa distância, mas, nenhum, sequer, passou perto da meta defendida por Vanderlei. Já o Xavante preferia jogar com a bola de pé em pé. E, assim, construiu o gol. Aos 23 minutos, Athos tocou para Ítalo, que lançou Felipe Oliveira. O atacante rubro-negro abriu pela esquerda e cruzou na área, onde Juba tentou concluir de cabeça e acabou sendo empurrado enquanto buscava a impulsão. Pênalti claro, que o maestro Athos cobrou com categoria e acertou bem no cantinho para fazer 1 a 0.
Atrás no marcador, a equipe da região do Médio Alto Uruguai se mandou para o ataque, e conseguiu empatar ainda antes do intervalo. Já estava esgotado o tempo regulamentar da primeira etapa quando Ronaldinho pegou a sobra de um bate-rebate dentro da área rubro-negra e acertou um canudo no ângulo, sem chances de defesa.
No segundo tempo o ritmo se manteve, a partida recomeçou em alta rotatividade, tensão no pico, mas sem jogadas agudas. O Brasil só chegou forte mesmo aos 15 minutos. O lance parecia perdido na linha de fundo, mas Wilson acreditou, foi atrás, alcançou, brigou com a marcação e ainda tentou colocar na área. O cruzamento acabou desviando na marcação, e a bola caiu nos pés de Jackson, que dominou e bateu para o gol. No meio do caminho, porém, o volante Gian cortou o chute com o braço, e o time da casa conquistou a segunda penalidade máxima na partida. Novamente Athos ajeitou na marca da cal, e, de novo, ele converteu a cobrança em gol. Só que desta vez o camisa dez colocou no meio.
Ainda acreditando na vitória que lhe daria a classificação, o União Frederiquense tentou repetir a receita do primeiro tempo, e se jogou em busca de um novo empate. Mas a essa altura o Brasil já estava soberano demais em campo, com a defesa bem fechada, e ainda usando e abusando dos contra-ataques. Num deles, aos 30, Gleisson carregou pelo meio e conseguiu uma ótima infiltração para Juba, que deixou dois marcadores na saudade, chegou à linha de fundo com apenas um pique e, com o goleiro vendido, rolou para trás. Bem no meio da área lá estava ele: Athos. O dono do jogo, o cara que passou a semana inteira gripado, o pai que não dormia direito há dias porque o filho está no hospital, o garçom que viveu a noite de artilheiro estava no lugar e na hora certa para fazer o terceiro gol dele no jogo, e decretar o placar final da Baixada.
Com 3 a 1 a favor, nem a sina dos últimos minutos atormentou o rubro-negro. A única coisa que chegou a incomodar foi a violência do meia Adilson, que perdeu a cabeça e descontou a frustração pela derrota dando um ‘rapa’ no goleador da noite. Ao menos o cartão vermelho aplicado na hora acalmou a equipe de Fred West e a torcida pode gritar ‘olé’ à vontade até o apito final.
- Nesse jogo as dificuldades eram inúmeras, pela qualidade do adversário e pela ansiedade do time. Mas, mesmo assim, conseguimos assumir o controle, pelo menos até fazer o gol. Depois o adversário cresceu e até mereceu o gol de empate no minuto derradeiro da primeira etapa. Já no segundo tempo a nossa equipe veio com muito mais cabeça, fez o jogo certo, amordaçou a bela equipe do União Frederiquense e os nossos jogadores foram se superando, se ajudando mais, e as coisas foram dando certo. Por isso, o Brasil foi amplamente merecedor, não só da vitória, mas também do resultado – destacou o técnico Beto Almeida.
Ficha Técnica - Brasil 3 x 1 União
Arbitragem: Francisco Santos Silva, José Eduardo Calza e Tatiana de Freitas
Brasil: Vanderlei; Jackson, Júnior Carvalho, Ronan e Ítalo (Galego); Wilson, Carlos Alberto e Athos; Felipe Oliveira (Gleisson), Lino e Juba. Técnico: Beto Almeida.
União: Rodrigo; Vareta (Diogo), Cirilo, Maurício e Gian; Tiago Edilson (Toto), Adilson, Cleiton e Ronaldo; Fabiano Veiga (Douglas). Técnico: Rodrigo Bandeira.
Local: Estádio Bento Freitas, Pelotas.
Gols: Athos (25 minutos do 1º Tempo, 16 minutos do 2º Tempo, 30 minutos do 2º Tempo) – Brasil; Ronaldinho (43 minutos do 1º Tempo) – União.
Cartões Amarelo: Ítalo, Carlos Alberto – Brasil; Ronaldinho, Tiago Mattos, Maurício e Toto – União.
Cartões Vermelho: Adilson – União Frederiquense
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Athos comemora o terceiro gol. Foto: Carlos Insaurriag |
Leonardo Crizel - Assessoria de Imprensa GE Brasil
Ficha técnica: Futebol Daqui

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