Time Xavante briga bastante, marca gol chorado no final do segundo tempo, garante a primeira vitória neste pentagonal e segue em busca da próxima fase
Se enganou quem pensou que o Brasil já estava ‘morto’ nesta Segundona Gaúcha. Na tarde deste domingo, disputando o clássico da zona sul do estado, o time rubro-negro bateu o São Paulo, no estádio Aldo Dapuzzo, e mostrou que segue firme e forte na peleia pela classificação ao quadrangular final. Com um gol chorado de Carlos Alberto, aos 38 minutos do segundo tempo, o Xavante conquistou uma batalha importantíssima na cidade Noiva do Mar, a primeira neste pentagonal, e agora está mais vivo do que nunca na ânsia por uma vaga na fase decisiva da competição de acesso do futebol gaúcho.
Com a vitória em Rio Grande, o clube da Baixada chegou aos sete pontos, dois a menos que o líder Avenida, e apenas um atrás do Brasil de Farroupilha, que também está na zona de classificação da Chave 10, em segundo lugar. De folga na rodada do meio de semana, o Xavante volta a campo no próximo domingo, quando recebe o União, a partir das 15h30, no estádio Bento Freitas. O confronto com o time de Frederico Westphalen é válido pela penúltima rodada desta terceira fase.
O JOGO
Com duas equipes querendo – e precisando, apenas da vitória, desde o início a partida foi se desenhando um duelo franco, e bastante aberto. O Brasil foi o primeiro a beliscar o gol. Aos sete minutos, após um contra-ataque muito rápido, Moscatelli tocou para Lino, que quase abriu o marcador.
Na sequência, porém, o São Paulo respondeu. Mais do que isso, aliás: tomou conta das ações ofensivas. Aos dez minutos, Tainã rolou para Alan, que recebeu na entrada da área e mandou no poste. Pouco tempo depois, novamente o lateral-esquerdo do rubro-verde chegou com perigo, batendo da entrada da área, e obrigando o goleiro Vanderlei a fazer grande defesa.
No restante do primeiro tempo, o time da casa continuou um pouco melhor, mas não o suficiente para criar chances reais de gol, e desequilibrar o clássico. Já na segunda etapa o Xavante voltou com outro pique, e passou a mandar no jogo, principalmente depois que o técnico Beto Almeida mandou o garoto Gleisson para o campo.
Com a missão de agitar a partida, o jovem atacante rubro-negro acabou dando mais velocidade ao setor de frente da equipe, e até esteve perto de marcar o dele. Eram jogados 25 minutos quando Juba cruzou rasteiro para dentro da área, e Gleisson apareceu na segunda trave para mandar de primeira, num arremate que tinha tudo para se transformar em gol, mas acabou indo pra fora.
Dez minutos mais tarde, o jogador formado nas categorias de base da Baixada resolveu servir de garçom. Após invadir a área pela direita, ele inverteu a bola no outro lado, onde estava Athos, que viu o goleiro Roger adiantado e tentou fazer, por cobertura, o que seria um golaço.
A essa altura o Brasil já estava dominando por completo o jogo, mas só aos 38 a superioridade vermelha e preta se transformou em gol. Após cobrança de escanteio, o goleiro rubro-verde falhou, os zagueiros fizeram uma lambança dentro da pequena área e o volante Carlos Alberto, que não tinha nada haver com a história, aproveitou a confusão para se atirar de carrinho na bola e garantir a mais suada vitória do Xavante nesta Segundona Gaúcha.
- O jogo teve dois tempos distintos. No primeiro tempo o São Paulo foi melhor, mas no segundo tempo nós entramos mais bem postados taticamente, começamos a pegar a segunda bola e o jogo do Brasil começou a aparecer. Tivemos um amplo domínio, principalmente a partir dos 15 minutos, e merecíamos até vencer por um placar melhor – destacou o treinador rubro-negro.
Leonardo Crizel
Assessoria de Imprensa GE Brasil
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