Jogando em Rio Grande, Brasil sai perdendo para o São Paulo, chega a virar o jogo, mas cede o empate após fazer oito substituições na equipe
Sem nenhum dos jogadores que iniciaram a partida contra o Joinville, no último domingo, o Brasil foi até Rio Grande na noite desta quarta-feira, enfrentar o São Paulo em um encontro amistoso. Como o time da casa ainda está em fase de preparação para a Copa Laci Ughini, e o Xavante entrou em campo mais preocupado em manter o ritmo de jogo de todo o elenco, o tradicional confronto entre os dois clubes acabou perdendo aquela atmosfera de clássico da zona sul. Mas, ao menos, foi bastante movimentado.
O Caturrita foi quem abriu o placar, com Ânderson Catatau marcando um golaço de voleio. O rubro-negro empatou com um gol ainda mais bonito, na cobrança de falta perfeita de Luiz Carlos. A equipe da Baixada ainda virou o placar com Léo Medeiros. Mas os mandantes igualaram novamente o marcador nos últimos minutos, num lance de oportunismo do atacante Alex Amado, que determinou o 2 a 2.
Além de manter todos os atletas no pique – e todos mesmo, porque o técnico Beto Almeida fez nada menos do que oito alterações no segundo tempo, o duelo no estádio Aldo Dapuzzo serviu também para que o Brasil vá se ambientando com a competição estadual do segundo semestre. Já que na próxima terça-feira o Xavante estreia na Copa Laci Ughini recendo o Guarany de Camaquã, a partir das 20h, no estádio Bento Freitas. O Campeonato Brasileiro da Série C fica para o domingo seguinte, quando o Caxias é quem vai visitar a Baixada.
O JOGO
A partida começou com poucos lances de perigo, e o placar só foi aberto com uma jogada de bola parada. Aos onze minutos, numa cobrança de falta pela direita, quase um escanteio, Mazinho encheu o pé e mandou direto para o gol. O goleiro Luciano não conseguiu segurar a bomba, e no rebote o atacante Ânderson Catatau acertou um belo chute de virada para fazer 1 a 0 para o São Paulo.
Por pouco o Brasil não deu o troco logo na sequência. Em outra bola parada, desta vez um tiro de canto mesmo, o lateral-direito Cláudio colocou na primeira trave, o zagueiro Vinícius desviou com a ponta da chuteira, e o camisa um do rubro-verde salvou meio que no susto o que seria o empate do Xavante, que se atiçou com o lance.
Povoando mais o setor de ataque, o time vermelho e preto executava boas trocas de passes, e chegava constantemente com perigo. Entretanto, a igualdade no marcador foi conquistada somente com a tal da bola parada, a tônica do primeiro tempo. Eram jogados 27 minutos quando Kim tentou um lance individual e foi derrubado na entrada da área. O árbitro marcou a falta e Luiz Carlos foi para a cobrança. O Imperador ajeitou a bola com carinho, bateu com perfeição e acertou o ângulo. Golaço, que o goleiro Bruno Graci admirou quietinho, sem se mexer.
SEGUNDO TEMPO, ‘SEGUNDO JOGO’
Na segunda etapa a partida mudou bastante. O Brasil, logo de cara, voltou com três mudanças: Wilson preencheu a vaga de Rudiere (expulso no finalzinho do primeiro tempo), Jone entrou no lugar de Luiz Carlos, e o 4-4-2 substituiu o 3-5-2, com Galego indo da zaga para a lateral-esquerda. E as alterações não pararam por aí.
Com o passar do tempo, o técnico Beto Almeida cada vez ia mexendo mais. Em uma das trocas, Kim saiu para a entrada da Miguel, que precisou dar apenas um toque na bola para criar o gol da virada rubro-negra. Aos 27, ele recebeu de Galego e cruzou de primeira. Léo Medeiros apareceu fechando na pequena área e meteu uma cabeçada no contra pé do arqueiro rio-grandino, fazendo 2 a 1.
Do outro lado, o São Paulo também abusava das substituições, e, inevitavelmente, o jogo foi se degringolando nos minutos finais. O time da casa só chegou ao empate, inclusive, porque teve uma falha da remendada defesa do Brasil. O atacante Alex Amado, um dos poucos que estava em campo desde o apito inicial, apareceu sozinho na frente de Luciano, driblou o goleiro da Baixada e tocou para a rede, decretando o marcador final do amistoso, aos 41 minutos.
- Nós tiramos um proveito muito grande desse amistoso. Serviu muito bem porque as duas equipes tentaram jogar. Apesar das condições ruins do gramado, as duas (equipes) se propuseram a fazer um bom jogo, dentro do que era possível. E, certamente, as duas partes aproveitaram bastante. Nós queríamos dar ritmo aos jogadores que não vinham atuando, ou jogando pouco, e esse objetivo foi atingido – disse o técnico Beto Almeida.
São Paulo - Bruno Grassi; Tomas (Cristiano), Rudi e Itamar; Mateus (Eduardo), Rodrigo Gaúcho, Marquinhos, Mazinho (Alex Jr.) e Alex (Marciel); Alex Amado e Ânderson Catatau (Mano Garcia). Técnico: Tonho Gil
Brasil - Luciano; Jr. Carvalho, Vinícius(Guilherme) e Galego; Cláudio (Thiago Matos), Léo Medeiros (Fabiano Weege), João Emir (Kim), Kim (Miguel) e Rudiere (Wilson); Rafael Xavier (Gleisson) e Luiz Carlos (Jone). Técnico: Beto Almeida
Leonardo Crizel
Assessoria de Imprensa GE Brasil

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