sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Bico vira ‘recurso’, e Athos promete mais gols

Após marcar três gols de dedão, meia-atacante rubro-negro comemora a fase e garante que vai continuar usando essa habilidade tão ‘sofisticada’

Athos está vivendo uma relação de amor com o bico da chuteira dele. É que nos últimos quatro jogos do Brasil ele fez três gols usando essa extremidade tão vulgarizada no mundo do futebol. Contra o Caxias, na Baixada, o meia-atacante rubro-negro pegou um rebote na entrada da área e acertou o cantinho, com a ponta do pé. Novamente enfrentando o time grená, só que no duelo da serra gaúcha, ele ganhou uma disputa com o zagueiro, esticou a perna direita e tome outro gol de dedão. Por último, na clássico da zona sul com o São Paulo de Rio Grande, nesta quarta-feira, o camisa dez invadiu a área pela esquerda e chutou cruzado. Mais uma vez usando o que ele chama de ‘recurso’.

- Muitas vezes você engana o goleiro batendo assim. Contra o São Paulo mesmo, o goleiro pensou que eu iria me ajeitar para bater e eu bati de bico, aí não deu tempo dele reagir a e bola passou por baixo. Enfim, é um recurso mesmo que eu tenho, e que vem dando certo, afinal foram três gols desse jeito nos últimos jogos.

O interessante é que essa habilidade vem sendo trabalhada há muitos anos. O maestro da equipe Xavante, que agora também se candidata a artilheiro, conta que começou a usar o bico para potencializar o chute nos tempos de guri, nas quadras. E que, depois, só adaptou o ‘sofisticado’ estilo aos gramados.

- Isso é uma coisa que nasceu na infância, porque eu comecei jogando futsal, e, por se magrinho, franzino, não tinha muita força para bater com o peito do pé na bola, ou de lado. Então, no futsal eu usava muito o dedão mesmo, o bico, que era o chute mais forte que eu tinha – explicou.

- Depois, quando eu vim pro campo, comecei a ver grandes jogadores fazendo essa jogada como recurso, e comecei a usar também - completou.

Se apoiando na tese de que não existe gol feio, porque feio é perder o gol. Athos não tem vergonha alguma de dizer que, se necessário, vai continuar usando o bico. Inclusive o jogador já está dando um tratamento diferencial a ele para a decisão contra a Chapecoense, marcada para as 16h deste domingo, no estádio Bento Freitas.

- O importante é sempre por a bola pra dentro, não interessa como. Eu tenho usado o bico, tem dado certo, e, se aparecer outra oportunidade contra a Chapecoense, também vou usar. Esse jogo é uma decisão para nós, e eu vou calibrar o bico para domingo, para tentar fazer os gols e ajudar o Brasil a conquistar a vitória.

A partida diante dos catarinense é válida pela Série C do Campeonato Brasileiro, e entra na briga direta pela classificação, já que os dois times estão com sete pontos na tabela da Chave D, e podem encaminhar a classificação a partir de uma vitória neste confronto.

Leonardo Crizel
Assessoria de Imprensa GE Brasil

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